Quais os limites entre apropriação e autoria na arte digital?
Gilbertto Prado é artista multimídia e professor do Departamento de Artes Plásticas da ECA – USP. O artista investiga o campo da experimentação em rede desde a década de 1970, tendo como eixo pilares como poesia, memória, natureza e ciência.
Telescanfax: a vendedora de ferro de passar roupa (1991-2022) é uma das obras do artista presente na exposição Antagonistas: Resistências Algorítmicas do MAC USP. Utilizando um scanner manual para capturar imagens da televisão, o artista as transmitia em tempo real via fax-modem para outros locais, explorando as infraestruturas de comunicação disponíveis de maneira poética. Ao explorar as diferenças entre tecnologias analógicas (televisão) e digitais (scanner), Prado antagonizava o caráter mercadológico das imagens televisivas, esvaziando-as de sua aparência familiar e carregando-as de estranheza.
Giselle Beiguelman é artista e Professora da FAU-USP. Em seus projetos recentes, investiga o imaginário colonialista das artes e das ciências com inteligência artificial. Coordena o Projeto Temático FAPESP Acervos Digitais e Pesquisa.
I Lv Yr GIF (2013) é um projeto interativo construído a partir de gifs animados coletados na internet. O aplicativo tira partido dos movimentos de ampliar e reduzir imagens deslizando os dedos sobre a tela, convidando o público a ver com as mãos.
Cinema Lascado: Minhocão (2010) é uma videoinstalação que investiga estéticas do ruído, em particular o glitch, e os modos pelos quais dialogam com espaços fragmentados e as experiências que temos das fraturas urbanas.
Outra obra de Beiguelman presente na exposição Antagonistas é “O Livro depois do Livro” (1999) uma obra pioneira de webarte que explora as transformações da leitura e da escrita na internet.
Visite a exposição Antagonistas: Resistências Algorítmicas, acesse as obras no Acervo Online do MAC USP e conheça os convidados do Seminário Internacional Antagonistas: Resistências Algorítmicas.