Artista desafia reconhecimento artificial

Felipe Mamone

Em exposição no MAC/USP, a mostra Antagonistas: Resistências Algorítmicas reúne uma série de artistas que, ao longo das últimas décadas, usaram tecnologias variadas para se contrapor ao estado vigente de coisas.

Um desses artistas é Gu da Cei (@gudacei) que, a partir de Ceilândia/DF, explora questões de vigilância, direito à cidade e transporte coletivo em obras que transitam entre a intervenção, a instalação e a performance.

Na série Imagens de Acesso, por exemplo, o artista foi o primeiro a fazer cumprir a Lei de Acesso à Informação e requisitar, para fins não-policiais, suas próprias imagens biométricas tiradas nas catracas dos ônibus do DF.

Still da obra Imagens de Acesso, presente na exposição Antagonistas

Em outra obra também presente na exposição, o artista distribui pequenas fotografias dessas imagens em uma estética que muito lembra os flagrantes policiais.

Ao presenciar as obras de Gu da Cei, é inevitável não pensarmos em quem tem acesso a essas imagens, para que elas são usadas e, claro, como podemos reverter essa situação de vigilância.

Se interessou? Visite a exposição no MAC-USP, acesse as obras no acervo online do MAC-USP e inscreva-se no Seminário Internacional Antagonistas: Resistências Algorítmicas.