Explore o Codex Atlanticus, de Leonardo da Vinci, em uma plataforma digital.

Esse conjunto, no entanto, não foi concebido por Leonardo como um único livro. Após sua morte, seus manuscritos passaram a Francesco Melzi e, no final do século XVI, Pompeo Leoni reorganizou parte desse material, desmontando cadernos e reunindo folhas e fragmentos de origens distintas. As páginas foram montadas sobre grandes suportes, de formato semelhante ao empregado nos atlas da época, de onde deriva o nome Codex Atlanticus.

A disposição que conhecemos hoje resulta, portanto, de diferentes momentos de organização. Documentos produzidos em épocas e circunstâncias distintas foram aproximados, enquanto folhas originalmente relacionadas acabaram separadas.

Séculos depois, a plataforma digital Codex Atlanticus, desenvolvida pela Biblioteca Ambrosiana em colaboração com a The Visual Agency, cria outras possibilidades de acesso ao conjunto. O site permite percorrer as páginas segundo sua numeração atual, mas também reorganizá-las por data e assunto.

Na visualização geral, as 1.119 folhas aparecem simultaneamente em uma grande matriz. Cada módulo corresponde a uma página, permitindo observar o códice como conjunto e, a partir daí, aproximar-se de documentos específicos. A interface também permite alternar entre a ordem numérica das folhas e uma organização cronológica, baseada na data estimada de sua produção.

A organização temática parte do trabalho de Augusto Marinoni, responsável por um amplo estudo dos conteúdos e da cronologia do códice. Cerca de 140 tópicos identificados em sua pesquisa foram reunidos, para a plataforma, em cinco grandes campos: geometria e álgebra; física e ciências naturais; máquinas e instrumentos; arquitetura e artes aplicadas; e estudos sobre o ser humano.

Esses campos funcionam como filtros. Ao selecionar uma área ou um assunto específico, a plataforma destaca as folhas relacionadas e mostra como determinados interesses aparecem em diferentes momentos. A visualização permite perceber tanto a recorrência de certos temas quanto as mudanças de concentração ao longo do tempo.

Ao abrir uma folha, é possível consultar frente e verso, sua numeração, a datação aproximada e os assuntos associados a ela. A partir de um único documento, o usuário pode chegar a outras páginas relacionadas por conteúdo, construindo percursos que atravessam diferentes períodos do códice.

Esse modo de navegação evidencia também como desenho, escrita, cálculo e observação convivem nas páginas de Leonardo. Estudos de máquinas podem se aproximar de problemas geométricos, investigações sobre a água aparecem junto a questões de engenharia, e diferentes campos de conhecimento se sobrepõem ao longo dos manuscritos.

A plataforma coloca em relação diferentes formas de organizar esse material: a produção dos registros por Leonardo, a montagem realizada por Pompeo Leoni, a catalogação desenvolvida posteriormente pelos estudiosos e as possibilidades de ordenação oferecidas hoje pelo ambiente digital. Cada uma delas produz maneiras distintas de percorrer e compreender o mesmo conjunto.

O Codex Atlanticus, conservado na Biblioteca Ambrosiana, em Milão, reúne 1.119 folhas produzidas por Leonardo da Vinci entre 1478 e 1519. É a maior coleção existente de seus escritos e desenhos, atravessando praticamente toda a sua trajetória. Entre suas páginas aparecem estudos de geometria, arquitetura, máquinas, hidráulica e anatomia, além de mapas, projetos, desenhos e anotações de naturezas muito distintas.

Esse conjunto, no entanto, não foi concebido por Leonardo como um único livro. Após sua morte, seus manuscritos passaram a Francesco Melzi e, no final do século XVI, Pompeo Leoni reorganizou parte desse material, desmontando cadernos e reunindo folhas e fragmentos de origens distintas. As páginas foram montadas sobre grandes suportes, de formato semelhante ao empregado nos atlas da época, de onde deriva o nome Codex Atlanticus.A disposição que conhecemos hoje resulta, portanto, de diferentes momentos de organização. Documentos produzidos em épocas e circunstâncias distintas foram aproximados, enquanto folhas originalmente relacionadas acabaram separadas.Séculos depois, a plataforma digital Codex Atlanticus, desenvolvida pela Biblioteca Ambrosiana em colaboração com a The Visual Agency, cria outras possibilidades de acesso ao conjunto. O site permite percorrer as páginas segundo sua numeração atual, mas também reorganizá-las por data e assunto.Na visualização geral, as 1.119 folhas aparecem simultaneamente em uma grande matriz. Cada módulo corresponde a uma página, permitindo observar o códice como conjunto e, a partir daí, aproximar-se de documentos específicos. A interface também permite alternar entre a ordem numérica das folhas e uma organização cronológica, baseada na data estimada de sua produção.A organização temática parte do trabalho de Augusto Marinoni, responsável por um amplo estudo dos conteúdos e da cronologia do códice. Cerca de 140 tópicos identificados em sua pesquisa foram reunidos, para a plataforma, em cinco grandes campos: geometria e álgebra; física e ciências naturais; máquinas e instrumentos; arquitetura e artes aplicadas; e estudos sobre o ser humano.Esses campos funcionam como filtros. Ao selecionar uma área ou um assunto específico, a plataforma destaca as folhas relacionadas e mostra como determinados interesses aparecem em diferentes momentos. A visualização permite perceber tanto a recorrência de certos temas quanto as mudanças de concentração ao longo do tempo.Ao abrir uma folha, é possível consultar frente e verso, sua numeração, a datação aproximada e os assuntos associados a ela. A partir de um único documento, o usuário pode chegar a outras páginas relacionadas por conteúdo, construindo percursos que atravessam diferentes períodos do códice.Esse modo de navegação evidencia também como desenho, escrita, cálculo e observação convivem nas páginas de Leonardo. Estudos de máquinas podem se aproximar de problemas geométricos, investigações sobre a água aparecem junto a questões de engenharia, e diferentes campos de conhecimento se sobrepõem ao longo dos manuscritos.A plataforma coloca em relação diferentes formas de organizar esse material: a produção dos registros por Leonardo, a montagem realizada por Pompeo Leoni, a catalogação desenvolvida posteriormente pelos estudiosos e as possibilidades de ordenação oferecidas hoje pelo ambiente digital. Cada uma delas produz maneiras distintas de percorrer e compreender o mesmo conjunto.