O Museu Histórico Prof. Carlos da Silva Lacaz, da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), está implementando um grande acervo dedicado às plantas medicinais e fitoterápicas brasileiras, com o objetivo de reunir conhecimentos tradicionais e científicos sobre o uso dessas plantas. O acervo é um desdobramento das pesquisas de doutorado de Pedro Carlessi, sanitarista e doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC) da FMUSP.
Promovendo o encontro de pessoas e suas memórias, o acervo propõe novas leituras sobre a institucionalização da fitoterapia no Brasil. Segundo Carlessi, a proposta é reunir documentos de instituições, associações e municípios envolvidos com esse processo de institucionalização. A coleção reúne uma série de registros documentais e iconográficos e busca contribuir para a construção da história da fitoterapia no país.
A pesquisa aponta que o uso de plantas medicinais muitas vezes se insere em contextos de apagamento e criminalização, especialmente em comunidades historicamente marginalizadas pela ação do Estado. Nesse sentido, a construção do acervo faz parte de uma iniciativa que visa fortalecer a fitoterapia como uma prática integrante e diversificadora do serviço público de saúde.
Além disso, o acervo tem papel relevante no ensino, valorizando os saberes tradicionais em diálogo com a pesquisa científica, e oferece inúmeros benefícios para a assistência em saúde, como tratamentos mais acessíveis e humanizados.
Acompanhe o trabalho do Museu pelo perfil @museu_fmusp e saiba mais na tese de Pedro Carlessi, “A institucionalização da fitoterapia pública brasileira: identidade e legitimidade em torno do conceito de tradicionalidade”, disponível no Banco de Teses da USP.